reflexões de uma gestante

Apesar de começar tarde (30 semanas das 40 previstas de gestação) queria registrar aqui algumas impressões sobre essa experiência quase extra terrestre que é gerar um filho (no meu caso uma filha). Quem sabe depois dela nascer mudo o nome para "reflexões de uma mãe de 1ª viagem" e continuamos trocando idéias....

28 agosto 2006

O nome

OBS: gente, juro que não era pra fazer mistério, pretendia colocar esse post no ar em seguidinha do anterior, mas não deu tempo! Agora vai!

Então como eu prometi, hoje vou contar como escolhemos o nome da pequena, mas eu queira voltar bastante no tempo. Vocês tem tempo?

Meninos gostam de carrinhos e sonham ser jogadores de futebol. Quando crescem mais um pouquinho, eles sonham com carrões e continuam sonhando em serem jogadores de futebol. Meninas gostam de bonecas e sonham ser famosas (cantando, dançando, sendo atriz, modelo...). Quando crescem mais um pouquinho elas continuam sonhando em serem famosas, e sonham com uma família e filhos e escolhem nomes para eles.

No meu caso, quando tinha uns 10 anos, o plano era o seguinte: eu acreditava que o mundo ia acabar no ano 2000, então queria casar aos 24, ter um filho aos 26 e outro aos 28 e depois o mundo poderia se explodir. Meu filho se chamaria Nicolas, e minha filha Dafne (é claro que seria um casal) e meu casal de Filas (eu gosto de cachorro grande) se chamariam Whisky e Tequila.

Ainda gosto de Nicolas, mas Dafne definitivamente está fora de questão.

O problema é que de uma forma geral, nós mulheres esquecemos de considerar ao escolher prematuramente o nome para os filhos, uma opinião fundamental: a do pai da criança.

Tirando raras exceções, eles gostam, podem e devem participar, e se você é uma daquelas que escolheu que tem-que-ser-esse-nome há anos, pode ter problemas.

Eu gosto de nomes diferentes e estrangeiros, meu marido de nomes bem brasileiros. Concordamos em dois pontos apenas: não gostamos de nomes compostos e ambos gostamos de nomes curtos.

Ainda sem saber o sexo da criança, quando confirmamos a gravidez no dia 04 de janeiro, começaram as negociações. Foi um desastre. Se fosse menina eu queria que se chamasse Aimê. Ele disse que a filha dele não teria nome gringo e que queria que fosse Maria. Eu respondi com uma delicadeza paquidermica: - Minha filha não vai se chamar Maria nem fudendo!” Pronto. Foi o que bastou pra passarmos um bom tempo tendo furiosas discussões e caras feias ao se falar de nome para o bebê.

Pra acabar com o stress, ele passou a responder assim a cada nova tentativa minha de discutir o assunto: “- Vamos esperar saber o sexo, depois a gente decide...”

Um dia eu perguntei:
- o que você acha de Laís?
- É legal, mas vamos esperar saber o sexo, depois a gente decide...
- Se for menino eu gosto de Davi. E você?
- Num sei. Vamos esperar saber o sexo, depois (e etc)....

Dia 27 de março foi o tão esperado dia. Eu não tive nenhum tipo de “instinto materno” de achar que era menina ou menino, e ficava passada quando alguém me vinha com um presente rosa e dizia: “- Ah! Mas eu tenho certeza que vai ser menina!” Como assim?? Eu que sou a mãe não tinha, como os outros poderiam ter?

Assim, sem ter certeza nenhuma, a não ser que fosse o que fosse nós rezávamos era pra que tivesse saúde, fomos nós para o exame de ultra som. Não teve essa de fechar ou cruzar a perna e fazer mistério. Foi o médico encostar o aparelho na minha barriga pra decretar que teríamos uma menina com 100% de certeza.

Ainda sobre o impacto da notícia, esperando o exame ficar pronto, falei:
- E aí papai? O que você acha de eu me chamar Nina?
- Nina? Eu gosto, mas você não tinha falado Laís?
- Tinha, mas como você não esboçou reação achei que você não tinha gostado....
- Eu gosto muito mais do que Nina!
- Jura? Então tá decidido: vai se chamar LAÍS e não se fala, mais nisso!!!

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